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Resumo: Ao percorrer os meandros da temática do presente estudo, verificou-se o expoente número de trabalhos acerca das masculinidades e paternidades. Conquanto, esse crescimento não investe expressivamente na reflexão da paternidade... more
Resumo: Ao percorrer os meandros da temática do presente estudo, verificou-se o expoente número de trabalhos acerca das masculinidades
e paternidades. Conquanto, esse crescimento não investe expressivamente na reflexão da paternidade adotiva. Deste
modo, esta pesquisa apresenta-se como relevante, uma vez que estes são fenômenos presentes no cenário social. Nessa direção,
este trabalho objetiva compreender a experiência de ser pai adotivo, via entrevista aberta, a “entrevista Clínica de Pesquisa”, a
partir da vivência de Davi – integrante de um Grupo de Estudo e Apoio à Adoção. A interpretação dos depoimentos foi realizada
através da “Analítica do Sentido”. Dentre as possibilidades compreensivas, foi ressaltado, no depoimento de Davi, o questionamento
sobre a hegemonia biológica dos arranjos familiares, apresentando a afetividade como marca para os relacionamentos
familiares. Nessa direção, esta pesquisa põe em foco um diálogo sobre o exercício das paternidades relacionadas à adoção, em
especial, às chamadas “adoções necessárias”, as quais se referem às crianças maiores e adolescentes.
Palavras-chave: Adoção; Família; Paternidade.
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Resumo: Abalando o projeto parental de muitos casais, a infertilidade afeta distintas dimensões da vida do sujeito. Tal situação é mais peculiar à mulher, por não corresponder às expectativas de um mundo predominantemente fértil. O... more
Resumo: Abalando o projeto parental de muitos casais, a infertilidade afeta distintas dimensões da vida do sujeito. Tal situação
é mais peculiar à mulher, por não corresponder às expectativas de um mundo predominantemente fértil. O presente estudo buscou
compreender de que forma a infertilidade afeta a vida e a autoimagem feminina de mulheres com problema de infertilidade
que passaram por um tratamento de fertilização in vitro, procurando identificar os significados que elas atribuem à maternidade
e à feminilidade. A fenomenologia heideggeriana foi adotada como suporte teórico e metodológico. Por meio de narrativas, foi
realizada uma escuta fenomenológica de quatro mulheres em momentos existenciais distintos do tratamento de fertilização in
vitro. Pode-se perceber que, ao mesmo tempo em que gera grandes esperanças, possibilitando a conquista da desejada gravidez,
o tratamento mobiliza fortes reações emocionais.
Palavras-chave: Infertilidade; Maternidade; Fertilização in vitro; Método fenomenológico.
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Resumo: O presente artigo procura problematizar a avaliação à luz da Terapia Centrada no Cliente (TCC). A avaliação é discutida numa perspetiva não diretiva em torno de uma atitude genuína de conhecimento do cliente no desenvolvimento do... more
Resumo: O presente artigo procura problematizar a avaliação à luz da Terapia Centrada no Cliente (TCC). A avaliação é discutida
numa perspetiva não diretiva em torno de uma atitude genuína de conhecimento do cliente no desenvolvimento do processo
terapêutico. A abertura à experiência ocasiona a compreensão da complexidade do cliente e os modos de conhecer conduzem a
um diagnóstico. As técnicas são revistas num reflexo das atitudes do terapeuta que desenvolve uma aliança terapêutica e facilita
a tendência atualizante com vista ao crescimento pessoal do cliente.
Palavras-chave: Avaliação; Diagnóstico; Não-diretividade; Terapia centrada no cliente.
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Resumo: O texto discute a história da psicoterapia de grupo, destacando suas transformações até o surgimento dos grupos gestálticos. A história da psicoterapia de grupo revela sua evolução sócio-pedagógica. As primeiras propostas,... more
Resumo: O texto discute a história da psicoterapia de grupo, destacando suas transformações até o surgimento dos grupos
gestálticos. A história da psicoterapia de grupo revela sua evolução sócio-pedagógica. As primeiras propostas, eminentemente
didáticas, exortativas e repressivas, foram seguidas pela inclusão da psicanalíse, permitindo
a ampliação do enfoque sobre
o indivíduo para uma perspectiva interpessoal, que enfatizava o grupo como uma “família”. O texto destaca o advento das
propostas de Moreno, Adler, Burrow, Bierer, Lewin e Rogers, que criaram um vasto campo de atuação entre as psicoterapias
humanistas, caracterizadas como “pedagogias da vida”, voltadas aos recursos disponíveis nos grupos. É neste contexto que
podemos incluir a gestalt-
terapia, apesar de alguns limites quanto às suas iniciativas
grupais, pelo menos na prática de seu
criador, Frederick Perls, e de alguns de seus seguidores. Para além de sua formação psicanalítica, Perls incorporou, a partir
de sua própria experiência, uma série de influências, que vão desde o teatro
expressionista ao zen-budismo, passando pela
análise do caráter, o psicodrama, até a fenomenologia e o existencialismo. Perls, que se considerava
um psicanalista medíocre,
criou uma abordagem viva, que, hoje, integra o rol dos referenciais psicológicos mais reconhecidos,
particularmente no
que se refere às práticas grupais.
Palavras-chave: História da psicologia; Psicoterapia de grupo; Gestalt-Terapia; Grupos gestálticos.
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Neste segundo número da Revista da Abordagem Gestáltica – Phenomenological Studies apresentamos um conjunto diversificado de artigos, principiando com o texto intitulado O Desejo de Ser Mãe e a Barreira da Infertilidade: Uma Compreensão... more
Neste segundo número da Revista da Abordagem
Gestáltica – Phenomenological Studies apresentamos
um conjunto diversificado de artigos, principiando com
o texto intitulado O Desejo de Ser Mãe e a Barreira da
Infertilidade: Uma Compreensão Fenomenológica, de
autoria de Renata Ramalho Queiroz Leite & Ana Maria
Monte Coelho Frota (Universidade Federal do Ceará)
nos falam de projetos parentais e de como a infertilidade
afeta a autoimagem feminina. Encerrando as pesquisas
empíricas, temos o artigo Paternidade Adotiva:
Conjugando Afetos Consentidos, de Ellen Fernanda
Gomes da Silva & Suely Emilia de Barros Santos
(Universidade Católica de Pernambuco), no qual se explicita
o lado paterno da adoção.
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Resumo: Este artigo realiza um estudo comparativo entre duas perspectivas de métodos qualitativos – a análise de conteúdo (AC) e o método fenomenológico empírico (MFE). O intuito de comparar ambos os métodos ocorre mediante o argumento de... more
Resumo: Este artigo realiza um estudo comparativo entre duas perspectivas de métodos qualitativos – a análise de conteúdo (AC)
e o método fenomenológico empírico (MFE). O intuito de comparar ambos os métodos ocorre mediante o argumento de que eles
surgiram historicamente no mesmo Zeitgeist de debates metodológicos, oriundos da Escola de Chicago. Esta representou uma
corrente de contendas sobre a elaboração de perspectivas metodológicas de pesquisa qualitativa, em alternância às clássicas e
instituídas vertentes de pesquisa quantitativa, respaldada pelo paradigma positivista. Esquematizam-se os percursos históricos
e os procedimentos da AC de Laurence Bardin e do MFE de Amedeo Giorgi. Discutem-se os seguintes pontos de interlocução: (1)
a ênfase na ação humana investida de significados como crítica à neutralidade científica; (2) a vinculação filosófica; (3) a forma
de concepção e tratamento do objeto de estudo; (4) a questão do primeiro contato com o material transcrito; (5) a divisão do texto
em unidades analíticas; e, (6) o anteparo empírico que norteia a categorização. Conclui-se que o campo das Ciências Sociais e
Humanas, no qual a Psicologia se insere, é constituído por uma diversidade de perspectivas metodológicas que requer constantemente
revisões, elucidações e delimitações sobre os seus modos de fazer pesquisa.
Palavras-chave: História; Metodologia; Pesquisa qualitativa; Psicologia.
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Resumo: A prática da clínica psicológica ou da psicoterapia tem se sustentado em pressupostos de verdade, interioridade, intervenção e cura. Assim, a verdade é aquilo que precisa ser conquistado, uma vez que quando está escondida é a... more
Resumo: A prática da clínica psicológica ou da psicoterapia tem se sustentado em pressupostos de verdade, interioridade,
intervenção e cura. Assim, a verdade é aquilo que precisa ser conquistado, uma vez que quando está escondida é a grande
gestora de conflitos, tensões e, até mesmo, de patologias psíquicas. Logo é tarefa do psicólogo clínico, utilizando-se de seus
instrumentos e capacidade de manejo clínico, desvendar os segredos, que uma vez revelados, leva aquele que se encontra
enfermo psiquicamente a encontrar o caminho da cura. A questão que se impõe é: seria essa prática um legado deixado pelo
ato de confissão do cristianismo? O que aí está em jogo é o controle das verdades que se encontram no âmbito do privado?
Após responder a essas questões, pretendemos apresentar uma proposta clínica que, se desembaraçando dos pressupostos
de verdade como revelação de uma interioridade, possa então oportunizar modos de libertação das determinações de um
tempo em que o homem se movimenta não mais com autonomia, mas como um autômato, que apenas diz amém às determinações
de seu tempo.
Palavras-chave: Confissão; Verdade; Interioridade; Clínica psicológica; Cuidado.
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Resumo: Este artigo consiste em um estudo biográfico que tem como objetivo apresentar a trajetória histórica e bibliográfica de Arthur Tatossian (1929-1995. Psiquiatra francês de origem armênia, Tatossian pode ser considerado um dos... more
Resumo: Este artigo consiste em um estudo biográfico que tem como objetivo apresentar a trajetória histórica e bibliográfica de
Arthur Tatossian (1929-1995. Psiquiatra francês de origem armênia, Tatossian pode ser considerado um dos principais representantes
contemporâneos da tradição da psicopatologia fenomenológica. Considerando relevante um retorno aos elementos biográficos
e influências teóricas que possibilitaram a construção de um já reconhecido modelo de psicopatologia fenomenológica,
relatamos a história de vida de Tatossian, exposta em algumas de suas publicações e em homenagens póstumas, bem como apresentamos
uma lista das produções relacionadas com a psiquiatria e com a psicopatologia fenomenológica. Além disso, apontamos
algumas influências teóricas, como Husserl, Heidegger e Merleau-Ponty, autores da fenomenologia filosófica, e Binswanger,
Tellenbach e Blankenburg, psiquiatras fenomenólogos com quem Tatossian manteve um diálogo constante. Por fim, apresentamos
algumas perspectivas atuais como fruto do seu pensamento em países como França, Itália e Brasil. Tatossian desenvolveu
um modelo de psicopatologia fenomenológica a partir da clínica e para a clínica, tendo sempre como preocupação fundamental
o cuidado com a pessoa em sofrimento e o desenvolvimento de uma teoria que não se desvinculasse da prática, mantendo sempre
um caráter eminentemente fenomenológico.
Palavras-chave: Arthur Tatossian; Psicopatologia fenomenológica; Estudo biográfico.
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Resumo: A possibilidade de associar o pensamento de Kierkegaard com a psicologia, embora não seja nova, merece esclarecimentos. Este trabalho pretende dar um passo neste sentido, ao considerar a obra de Kierkegaard como um todo e, em... more
Resumo: A possibilidade de associar o pensamento de Kierkegaard com a psicologia, embora não seja nova, merece esclarecimentos.
Este trabalho pretende dar um passo neste sentido, ao considerar a obra de Kierkegaard como um todo e, em especial,
três de suas obras, que trazem em seu subtítulo palavras como: reflexão psicológico-demonstrativa; exposição cristã-psicológica;
ensaio em psicologia experimental. Tentarei articular o que se pode compreender por psicologia a partir da determinação
do filósofo em associar a ciência psicológica com “conhecimento hábil da vida humana e simpatia com seus interesses”. O que
importa para Kierkegaard é a vida de cada um em sua tarefa de justificar-se, eternamente, como o existente que ele mesmo é.
Seu esforço se dirige para uma retomada da vida em seu acontecimento, enquanto a particularidade da vida de cada um, a minha
vida, que sempre se relaciona com a universalidade que é o viver mesmo. O trabalho pretende dar relevo ao modo como o
projeto kierkegaardiano de psicologia associa-se a uma fenomenologia, ao apontar para a impossibilidade de compreendermos
os seus tipos existenciais a partir de categorias universais e, por fim, anunciar a relação entre uma psicologia de Kierkegaard e
a possibilidade de uma transformação existencial.
Palavras-chave: Sören Kierkegaard; Psicologia clínica; Filosofia da existência; Fenomenologia.
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São duas as possíveis reações em relação ao mundo que cerca um indivíduo. Geralmente ele pode entender o mundo como algo “efetivamente dado”, algo do qual ele mesmo constitui parte, ativamente. Ele vive nesse mundo, percebe seus objetos,... more
São duas as possíveis reações em relação ao mundo
que cerca um indivíduo. Geralmente ele pode entender o
mundo como algo “efetivamente dado”, algo do qual ele
mesmo constitui parte, ativamente. Ele vive nesse mundo,
percebe seus objetos, escuta suas melodias, desvenda
seus segredos, age, pensa, constrói e desconstrói suas
crenças, cria novas leis e transgride as já existentes; ama
e odeia, vota e escolhe. Sua ciência expande seu campo
de visão física; suas técnicas o ajudam a conquistar novas
esferas e contextos, novos mundos. Em outras palavras,
os objetos do mundo aparecem para ele na capacidade
de serviço, não no senso prático da palavra, mas no
sentido de ser uma parte válida dentro de um contexto
valioso.
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Resumo: Um dos expoentes da Psicologia da Gestalt que mais enfatizou a necessidade do método fenomenológico na psicologia foi Köhler. Para ele, o método fenomenológico permite abordar adequadamente aquilo que ele denomina a “experiência... more
Resumo: Um dos expoentes da Psicologia da Gestalt que mais enfatizou a necessidade do método fenomenológico na psicologia
foi Köhler. Para ele, o método fenomenológico permite abordar adequadamente aquilo que ele denomina a “experiência direta”,
sem cometer os erros oriundos do introspeccionismo clássico. O objetivo deste artigo é detalhar o método fenomenológico de
Köhler no âmbito de sua teoria da percepção. Ao fim, pretende-se mostrar que ele é central para a fundamentação da Gestalt,
por servir como ferramenta para distinguir o objeto da física do objeto da experiência direta.
Palavras-chave: Intencionalidade; Fenomenologia; Wolfgang Köhler; experiência direta.
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Resumo: O ser humano é considerado como essencialmente “...positivo, voltado para o movimento, construtivo, realista, confiável”. O ser humano não é, basicamente, “hostil, anti- -social, destrutivo, ou mal”; nem é totalmente maleável. O... more
Resumo: O ser humano é considerado como essencialmente
“...positivo, voltado para o movimento, construtivo, realista,
confiável”. O ser humano não é, basicamente, “hostil, anti-
-social, destrutivo, ou mal”; nem é totalmente maleável. O homem
não é “...essencialmente um ser perfeito, lamentavelmente
deformado e corrompido pela sociedade”. Esses pontos de
vista são elaborados e contrastados com a concepção do homem
de Freud.
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Resumo: Neste artigo discutimos a formação profissional e suas lacunas para a atuação do psicólogo na saúde pública que não oferece ferramentas teóricas, técnicas e críticas para o trabalho no SUS. Problematizamos o privilégio dado ao... more
Resumo: Neste artigo discutimos a formação profissional e suas lacunas para a atuação do psicólogo na saúde pública que não
oferece ferramentas teóricas, técnicas e críticas para o trabalho no SUS. Problematizamos o privilégio dado ao enfoque clínico
tradicional e apresentamos uma proposta de estágio supervisionado fundamentada na Psicologia da Saúde, na Abordagem Centrada
na Pessoa e na Política Nacional de Humanização. Sugerimos um rol de intervenções organizadas a partir da lógica dos
níveis primário, secundário e terciário de saúde, que vão da psicoterapia às ações multiprofissionais até a mediação pedagógica
da equipe multiprofissional de saúde.
Palavras-chave: Psicologia; Saúde pública; Estágio clínico; Capacitação profissional.
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Resumo: A Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), assim como qualquer atividade humana, está fundamentada sobre alguns valores, entre os quais o valor da pessoa. Por um lado, a abordagem prevê uma prática profissional em que o psicólogo seja... more
Resumo: A Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), assim como qualquer atividade humana, está fundamentada sobre alguns valores,
entre os quais o valor da pessoa. Por um lado, a abordagem prevê uma prática profissional em que o psicólogo seja íntegro
na sua relação com o cliente, portando valores, sentimentos e percepções. Por outro, entendemos que tais valores pessoais não
devem ser passados ao cliente, pois assim estaríamos arriscando a sua autonomia e nos contradizendo com o processo valorativo
organísmico proposto por Carl Rogers. Nosso trabalho discute o lugar dos valores pessoais do psicólogo na teoria da clínica
da ACP. Compreendemos que a psicoterapia rogeriana é um processo de aprendizagem significativa de valores, o que não implica
em um ensino de tais valores por parte do psicólogo. Entre outros aspectos, entendemos que seja necessária uma maior
apropriação dos valores da Abordagem Centrada na Pessoa pelos profissionais, além da promoção de ambientes e produções que
tratem dos aspectos éticos da sua prática.
Palavras-chave: valores pessoais; psicologia clínica; abordagem centrada na pessoa; ética.
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Resumo: A Modernidade sinaliza o momento histórico em que a escola assume o formato atual, com expectativas em face da atuação dos professores. Estes têm sido alvo de diversos estudos, detectando-se com frequência processos de... more
Resumo: A Modernidade sinaliza o momento histórico em que a escola assume o formato atual, com expectativas em face da
atuação dos professores. Estes têm sido alvo de diversos estudos, detectando-se com frequência processos de adoecimento, exposição
à violência e desvalorização da profissão; quadro agravado no âmbito da escola pública. Considerando o ensino da língua
portuguesa como central na formação dos estudantes, conforme rezam as diretrizes da Lei 9394/1996 (LDB) e os Parâmetros
Curriculares Nacionais (PCN), questiona-se qual o sentido de ser professor em escola pública. Participaram da pesquisa seis
professores de Língua Portuguesa do ensino médio de uma escola estadual na cidade de João Pessoa - PB, sendo cinco do sexo
feminino. Foi utilizado o método Versão de Sentido (VS), com a pergunta-estímulo: “Que sentido teve esta aula para mim?”, respondida
por cada professor ao final de oito aulas, totalizando 48 VS. Identificaram-se 16 eixos de sentido, distribuídos em dois
grupos. Um com foco no contexto relacional, e outro no modelo político-social e atividade docente. Observaram-se tanto aspectos
positivos quanto negativos, permeando os eixos de análise, como, satisfação com o magistério, preocupação com a formação
discente e insatisfação com a política educacional.
Palavras-chave: Professor; Escola pública; Fenomenologia.
Abstract: Modern age points out the historical moment in which
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Resumo: Este trabalho consiste em um estudo crítico acerca do conceito de tendência atualizante de Carl Rogers. Trata-se de uma noção-chave para a Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) e se refere à tendência, inerente a todos os seres... more
Resumo: Este trabalho consiste em um estudo crítico acerca do conceito de tendência atualizante de Carl Rogers. Trata-se de
uma noção-chave para a Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) e se refere à tendência, inerente a todos os seres vivos, ao seu
crescimento e à sua atualização. O objetivo desta investigação consistiu em compreender como psicoterapeutas percebem a
manifestação da tendência atualizante em suas práticas clínicas. Foram realizadas entrevistas com dez psicoterapeutas que
atuavam clinicamente a partir da ACP. Para a análise dos depoimentos coletados, foi utilizado o método fenomenológico crítico,
de base merleau-pontyana. Os resultados mostraram que a tendência atualizante é considerada um conceito fundamental
na prática psicológica clínica destes profissionais. Muitos deles afirmam que se trata de um conceito que se encontra atrelado
às condições facilitadoras. Os entrevistados também disseram que o processo de crescimento apresenta dificuldades que
merecem ser consideradas na relação entre psicoterapia e tendência atualizante. Os psicoterapeutas corroboram, em parte, o
pensamento de Rogers na medida em que alguns apontaram questões pouco discutidas pelo criador da ACP, como o tom moral
do conceito de tendência atualizante, bem como as dificuldades relativas ao processo de crescimento. Concluímos, considerando
que tais pontos podem constituir importantes temas de investigação como desdobramentos contemporâneos da
Abordagem Centrada na Pessoa.
Palavras-chave: Tendência atualizante; Carl Rogers; Psicologia humanista.
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Resumo: Neste artigo apresentaremos uma nova leitura para a Ludoterapia Centrada na Criança (LCC) de Virginia Mae Axline, a partir da ética da alteridade radical de Emmanuel Lévinas e da leitura da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) de... more
Resumo: Neste artigo apresentaremos uma nova leitura para a Ludoterapia Centrada na Criança (LCC) de Virginia Mae Axline, a
partir da ética da alteridade radical de Emmanuel Lévinas e da leitura da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) de Peter Schmid.
Abordaremos brevemente as ideias de Axline e autores contemporâneos acerca da Ludoterapia na Abordagem Centrada na Pessoa,
de Lévinas e sua proposta ética, e de uma nova compreensão de ludoterapia na qual a criança apresenta-se ao terapeuta como
Rosto que remete ao Outro e à qual somente podemos ser responsabilidade, disponibilidade e diaconia em uma relação Tu-Eu.
Palavras-chave: Abordagem Centrada na Pessoa; Ludoterapia; Ética.
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Resumen: El objetivo de la investigación fue conocer el proceso de duelo que las hijas adultas experimentan por la muerte de sus madres y los cambios en sus familias. Este tipo de duelo ha sido poco investigado, a pesar de que... more
Resumen: El objetivo de la investigación fue conocer el proceso de duelo que las hijas adultas experimentan por la muerte de sus
madres y los cambios en sus familias. Este tipo de duelo ha sido poco investigado, a pesar de que demográficamente es cada vez
más frecuente. La investigación se realizó en la Ciudad de México, es de tipo Cualitativo y su análisis fue basado en la metodología
de la Teoría Fundamentada (Grounded Theory). Los principales hallazgos son: la muerte de la madre en la edad adulta de
la hija puede ser en extremo significativa; genera cambios en la dinámica de la familia nuclear y propia; la revisión del papel de
las parejas de las hijas en el duelo y puede acontecer que la hija le “da permiso” a su madre para que muera.
Palabras clave: Duelo; Mujeres; Relación madre-hijos; Muerte materna; Apego.
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Resumo: Este artigo tem como objetivo expor as contribuições de John Keith Wood para a Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) no Brasil, a partir dos seus trabalhos com a ACP desenvolvida por Carl Ransom Rogers. Trabalhamos com o seu material... more
Resumo: Este artigo tem como objetivo expor as contribuições de John Keith Wood para a Abordagem Centrada na Pessoa (ACP)
no Brasil, a partir dos seus trabalhos com a ACP desenvolvida por Carl Ransom Rogers. Trabalhamos com o seu material bibliográfico
publicado na área e com entrevistas realizadas com Lucila Assumpção, viúva de John Wood, e Vera Cury, ex-aluna e sua
amiga. Concluímos que a vida e a obra de John Wood estão totalmente entrelaçadas, e que não é possível compreender uma sem a
outra. Quanto às suas principais contribuições, consideramos que sua perspectiva de trabalho com grupos teve sempre como pano
de fundo uma visão holística, imparcial, ambígua e humana. John Keith Wood pode ser considerado, além de um desmistificador
da abordagem, um dos sucessores de Carl Rogers que mais desenvolveram as possibilidades de construção e aplicação da ACP.
Palavras-chave: Psicologia humanista; Abordagem centrada na pessoa; Carl Rogers; John Wood.
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Resumo: Este artigo tem como objetivo expor as contribuições de John Keith Wood para a Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) no Brasil, a partir dos seus trabalhos com a ACP desenvolvida por Carl Ransom Rogers. Trabalhamos com o seu material... more
Resumo: Este artigo tem como objetivo expor as contribuições de John Keith Wood para a Abordagem Centrada na Pessoa (ACP)
no Brasil, a partir dos seus trabalhos com a ACP desenvolvida por Carl Ransom Rogers. Trabalhamos com o seu material bibliográfico
publicado na área e com entrevistas realizadas com Lucila Assumpção, viúva de John Wood, e Vera Cury, ex-aluna e sua
amiga. Concluímos que a vida e a obra de John Wood estão totalmente entrelaçadas, e que não é possível compreender uma sem a
outra. Quanto às suas principais contribuições, consideramos que sua perspectiva de trabalho com grupos teve sempre como pano
de fundo uma visão holística, imparcial, ambígua e humana. John Keith Wood pode ser considerado, além de um desmistificador
da abordagem, um dos sucessores de Carl Rogers que mais desenvolveram as possibilidades de construção e aplicação da ACP.
Palavras-chave: Psicologia humanista; Abordagem centrada na pessoa; Carl Rogers; John Wood.
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Resumo: O presente artigo trata-se de um relato de experiência que apresenta os efeitos dos postulados da Abordagem Centrada na Pessoa em uma Organização de psicologia clínica, chamada Espaço Viver Psicologia, situada em Florianópolis.... more
Resumo: O presente artigo trata-se de um relato de experiência que apresenta os efeitos dos postulados da Abordagem Centrada
na Pessoa em uma Organização de psicologia clínica, chamada Espaço Viver Psicologia, situada em Florianópolis. Tem como
objetivo apresentar as organizações de trabalho numa perspectiva da Abordagem Centrada na Pessoa e verificar o processo de
evolução das relações pessoais e de trabalho em uma organização centrada no grupo. Para tal, realizou-se uma pesquisa bibliográfica
e versões de sentido das pessoas que trabalham em uma organização com modelo administrativo centrado no grupo. Ao
final, foi possível reconhecer que a contínua abertura à experiência, a consideração positiva incondicional, a compreensão empática
e a autenticidade promovem o desenvolvimento das potencialidades individuais em um contexto de crescimento grupal
e organizacional.
Palavras-chave: Organizações; Abordagem centrada na pessoa; Grupos.
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Resumo: O conceito de Empatia tem sido considerado um fenômeno de extrema importância para a sobrevivência, para as relações e para o desenvolvimento humano, firmando-se como um tema atual e de constantes transformações, especialmente... more
Resumo: O conceito de Empatia tem sido considerado um fenômeno de extrema importância para a sobrevivência, para as relações
e para o desenvolvimento humano, firmando-se como um tema atual e de constantes transformações, especialmente devido
aos renovados desafios da modernidade tardia. Nesta proposta, serão revistos alguns estudos/reflexões sobre a Empatia, pertencentes
aos saberes da Neurociência (através das pesquisas sobre neurônios-espelho), da Psicologia Humanista (através das propostas
da Abordagem Centrada na Pessoa) e da Espiritualidade (através da filosofia budista). Neste sentido, buscar-se-á ampliar
o conceito de Empatia, utilizando as compreensões e articulações propostas pelas três dimensões estudadas.
Palavras-chave: Empatia; Neurônios-espelho; Abordagem centrada na pessoa; Espiritualidade; Budismo.
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Resumen: Este artículo está enfocado en el asunto de la integración de las ideas de la psicoterapia centrada en el cliente y la psicoterapia existencial. Específicamente, demuestra cómo la noción de C. Rogers de “los necesarios y... more
Resumen: Este artículo está enfocado en el asunto de la integración de las ideas de la psicoterapia centrada en el cliente y la
psicoterapia existencial. Específicamente, demuestra cómo la noción de C. Rogers de “los necesarios y suficientes” condiciones
para el éxito de psicoterapia está profundamente incluida en la práctica del análisis existencial y la logoterapia, y funciona como
la base para las intervenciones de confrontación. El artículo analiza las similitudes y diferencias en el trabajo de “focusing” de
E.Gendlin y análisis existencial personal de A. Längle. Está demostrado que a pesar de las divergencias de la terminología, hay
una similitud considerable en sus principios, valores y direcciones teóricas. La posible contribución a la combinación de estos
dos enfoques en psicoterapia está discutida. El trabajo se concluye con una ilustración de un caso práctico.
Palabras clave: Psicoterapia centrada en la persona; La psicoterapia existencial; De enfoque; Análisis existencial.
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Resumen: El fenómeno “Downshifting” es considerado como un proceso de elección interna entre dos opciones de actualización personal: personalización y la personificación. Antecedentes culturales y sociales de dicha opción se describe... more
Resumen: El fenómeno “Downshifting” es considerado como un proceso de elección interna entre dos opciones de actualización
personal: personalización y la personificación. Antecedentes culturales y sociales de dicha opción se describe históricamente.
Algunos aspectos de la dinámica psicológica de elección se ilustran con ejemplos de estrategias de downshifting diferentes.
Palabras clave: Downshifting; La auto-alienación; La autorrealización; La sociedad experimenta.
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Resumo: Diante dos debates sobre as possibilidades de tratamento para a dependência química no Brasil, expomos neste artigo um pouco da nossa experiência no setor de psicologia de uma Comunidade Terapêutica. Tendo como referencial teórico... more
Resumo: Diante dos debates sobre as possibilidades de tratamento para a dependência química no Brasil, expomos neste artigo
um pouco da nossa experiência no setor de psicologia de uma Comunidade Terapêutica. Tendo como referencial teórico a Abordagem
Centrada na Pessoa, de Carl Rogers, deparamo-nos com questionamentos que se apresentaram a partir da prática e da
reflexão sobre nossa atuação: a novidade que é a psicoterapia para os participantes; os desafios de estarmos em um setting terapêutico
diferente daquele no qual fomos formados para atuar; o trabalho multidisciplinar; e o carácter focal dos nossos serviços.
Propomos, então, alguns caminhos possíveis que nos ajudaram a alcançar resultados positivos no desenvolvimento pessoal
daqueles que estavam em tratamento para dependência química.
Palavras-chave: Abordagem centrada na pessoa; Dependência química; Comunidade Terapêutica.
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Resumo: A conciliação é o meio mais eficaz de resolução dos conflitos judiciais por ser ato voluntário, ser menos oneroso e mais rápido, além de possibilitar a restauração do relacionamento. No conflito judicial existe uma dificuldade na... more
Resumo: A conciliação é o meio mais eficaz de resolução dos conflitos judiciais por ser ato voluntário, ser menos oneroso e
mais rápido, além de possibilitar a restauração do relacionamento. No conflito judicial existe uma dificuldade na comunicação
entre aos conflitantes, em virtude da ansiedade, medo, confusão e perturbação na percepção dos fatos, sendo imprescindível
a intervenção de um terceiro habilitado para atuar como conciliador. O presente estudo, extraído da revisão da literatura,
inova apresentando a metodologia da Conciliação Humanista, fundamentada na teoria da Abordagem Centrada na Pessoa de
Carl Rogers, que habilita o magistrado como facilitador do diálogo, orientando-o para a adoção de atitudes de empatia, aceitação
incondicional e genuinidade. O conciliador humanista oportuniza a fala a cada participante, escuta ativamente e de forma
genuína cada um, repudia julgamentos ou críticas às falas expressadas, age com empatia e autenticidade, em um clima de cooperação
e mutualidade. Nas considerações finais se convida para um repensar sobre as posturas adotadas pelos magistrados
durante a proposta conciliatória, sugerindo uma qualificação na atividade jurisdicional, para favorecer a liberdade de pensamento,
o fluir da fala e a escuta ativa dos jurisdicionados, facilitando escolhas conscientes e responsáveis como resultado da
retomada do diálogo.
Palavras-chave: Conciliação; Humanismo; Abordagem centrada na pessoa; Diálogo.
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Resumo: O artigo discute as possíveis aplicações e limitações da abordagem centrada na pessoa no ensino de negócios no caso da formação de escuta ativa para os gestores. A forma do processo de ensino é atribuído de acordo com os... more
Resumo: O artigo discute as possíveis aplicações e limitações da abordagem centrada na pessoa no ensino de negócios no caso
da formação de escuta ativa para os gestores. A forma do processo de ensino é atribuído de acordo com os princípios da abordagem
cognitivo-comportamental para a terapia e educação. O conteúdo é baseado nas idéias centrais na abordagem centrada na
pessoa. Critérios claros e feedback de vídeo permitem que os participantes se auto-avaliar seu progresso no processo de aquisição
de competências em escuta ativa.
Palavras-chave: Abordagem Centrada na Pessoa; Abordagem cognitivo-comportamental; A formação; A escuta ativa.
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Resumen: Reconociendo a la entrevista fenomenológica como un instrumento valioso para la recolección de datos en investigaciones cualitativas orientadas a la comprensión del Mundo Vivido de las personas, se proponen orientaciones... more
Resumen: Reconociendo a la entrevista fenomenológica como un instrumento valioso para la recolección de datos en investigaciones
cualitativas orientadas a la comprensión del Mundo Vivido de las personas, se proponen orientaciones generales para
encuadrar su realización en el contexto de investigaciones en psicología, psicoterapia y desarrollo humano. También se señalan
dos dimensiones implicadas en las interacciones: 1) la relacional y 2) la técnica. Y se describen aspectos importantes de tomar
en cuenta en cada una de ellas al realizar las entrevistas.
Palabras clave: Entrevista Fenomenológica; Investigación fenomenológica; Experiencia vivida. Experienciar.
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Resumo: Após algumas notas acerca da metodologia, irei descrever um tipo de encontro predominantemente afetivo chamado “desejar” (desiring), e irei compará-lo com “pretender algo” (wishing) e esperança (hoping), e também relacioná-lo com... more
Resumo: Após algumas notas acerca da metodologia, irei descrever um tipo de encontro predominantemente afetivo chamado “desejar”
(desiring), e irei compará-lo com “pretender algo” (wishing) e esperança (hoping), e também relacioná-lo com crença e volição.
Palavras-chave: Desejar; Análise reflexiva; Fenomenologia.
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Resumo: Em 1965, Medard Boss publica um livro baseado em suas viagens à Índia e à Indonésia na década anterior. Convidado como professor visitante de medicina, entra em contato com ocidentalização da medicina indiana, o que lhe fornece... more
Resumo: Em 1965, Medard Boss publica um livro baseado em suas viagens à Índia e à Indonésia na década anterior. Convidado
como professor visitante de medicina, entra em contato com ocidentalização da medicina indiana, o que lhe fornece dados para
refletir sobre as limitações do pensamento ocidental para a compreensão do ser humano, assim como considerar a possibilidade
de entendimento da psicopatologia a partir da “ontologia” milenar indiana. No relato de viagem, tece breves considerações
sobre grupos de psicoterapia coordenados por psiquiatras indianos. Neste artigo, apresentamos uma tradução dos dois parágrafos
sobre psicoterapia de grupo, que são quase os únicos escritos por Boss ao longo de sua obra sobre o tema. Fiel à compreensão
psicanalítica dos fenômenos psicoterapêuticos, da qual nunca quis se afastar, Boss interpreta os fenômenos grupais como
transferência e resistência. Com isso, enfatiza a relação de cada participantes com o terapeuta do grupo, relegando a segundo
plano outros fenômenos grupais.
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Resumo: O suicídio é um gesto de comunicação e, ao mesmo tempo, de falta de comunicação, de recusa e de surpresa. O artigo tem como objetivo apresentar relações entre o suicídio e a Gestalt-terapia, bem como a compreensão dos mecanismos... more
Resumo: O suicídio é um gesto de comunicação e, ao mesmo tempo, de falta de comunicação, de recusa e de surpresa. O artigo
tem como objetivo apresentar relações entre o suicídio e a Gestalt-terapia, bem como a compreensão dos mecanismos neuróticos
e do manejo e das intervenções em situações de conflito e crise experienciados pela pessoa que percebe, no suicídio, uma alternativa
para eliminar seu desespero e sofrimento. Além disso, pretende-se incentivar a discussão do tema e suas repercussões
nas lides acadêmicas, principalmente nos cursos que lidam com o humano, pois se trata dos aspectos relacionados à vida, e o
profissional, ao deparar com o desespero existencial do cliente, pode perceber sua falta de instrumentalização para manejar situações
de crise. O conflito, segundo o aporte gestáltico, é configurado como um distúrbio do campo e significa a possibilidade
de crescimento, uma vez que oferece ao indivíduo o confronto com novas figuras.
Palavras-chave: Suicídio; Intervenção na Crise; Prevenção do suicídio; Gestalt-terapia.
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A psicologia da religião mostra, por meio de seus atuais expoentes, a necessidade premente de uma perspectiva interdisciplinar para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo em que, paradoxalmente, ao lado da secularização assistimos a... more
A psicologia da religião mostra, por meio de seus atuais
expoentes, a necessidade premente de uma perspectiva
interdisciplinar para enfrentar os desafios do mundo
contemporâneo em que, paradoxalmente, ao lado da
secularização assistimos a uma busca intensa, por parte
das pessoas, tanto de desenvolvimento da religiosidade
como de inserção em instituições religiosas. Imbuído de
tal propósito, o GT Psicologia & Religião da ANPEPP, em
parceria com o Programa de Mestrado e Doutorado em
Psicologia da Universidade Católica de Brasília (UCB), realizou
em Brasília, em outubro de 2012, o VIII Seminário
de Psicologia & Senso Religioso. A exemplo do ocorrido em
seminários anteriores, os coordenadores do evento, Marta
Helena de Freitas (UCB) e Geraldo José de Paiva (USPSP),
com a colaboração de Célia de Moraes (Arkamatra),
organizaram uma obra com os trabalhos apresentados no
evento, desta feita resultando em dois volumes: “Psicologia
da Religião no Mundo Ocidental Contemporâneo: Desafios
da Interdisciplinaridade”, recentemente publicados pela
Editora da Universidade Católica de Brasília.
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Encerramos o ano de 2013, que principiou com celebrações e mudanças. Neste novo número da agora intitulada Revista da Abordagem Gestáltica - Phenomenological Studies, apresentamos mais pesquisas e reflexões sobre Fenomenologia,... more
Encerramos o ano de 2013, que principiou com celebrações
e mudanças. Neste novo número da agora intitulada
Revista da Abordagem Gestáltica - Phenomenological
Studies, apresentamos mais pesquisas e reflexões sobre
Fenomenologia, Psicologia, Psicopatologia e outros temas.
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Resumo: O luto é compreendido pela literatura psicológica como uma reação frente a perdas significativas. Do ponto de vista existencial pode ser compreendido como uma vivência típica em situações de transformação abrupta nas formas de se... more
Resumo: O luto é compreendido pela literatura psicológica como uma reação frente a perdas significativas. Do ponto de vista
existencial pode ser compreendido como uma vivência típica em situações de transformação abrupta nas formas de se dar do ser
em uma relação eu-tu. O presente texto tem como objetivo apresentar uma compreensão descritiva de tais processos. Inicia-se
com uma descrição de seu aspecto particular e possibilidades de interpretações psicológicas. Ao colocar a singularidade entre
parênteses busca-se uma breve descrição do horizonte histórico de presentação da morte na atualidade e seus modos de aparição.
Por fim, ao reduzir o histórico, apresenta-se uma descrição do luto como vivência que emerge de uma mudança abrupta em uma
relação eu-tu com a supressão da corporeidade do tu. Uma vez que fenomenologicamente a subjetividade é revelada enquanto
intersubjetividade, conclui-se que a ruptura de uma relação é, portanto, a ruptura de uma abertura ao e do mundo e de formas de
ser-no-mundo do enlutado. O luto é, deste modo, uma vivência que aparece com uma forte exigência de ressignificação do mundo-
da-vida, onde o que é perdido pelo enlutado não é apenas um ente querido, mas também formas próprias de ser-no-mundo.
Palavras-chave: Luto; Morte; Fenomenologia.
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Resumo: A psicoterapia é realizada no contexto da relação terapêutica entre o psicoterapeuta e o paciente. A intersubjetividade se coloca como preponderante, pois é nesse registro que o trabalho terapêutico se desenvolve. Michel Henry... more
Resumo: A psicoterapia é realizada no contexto da relação terapêutica entre o psicoterapeuta e o paciente. A intersubjetividade
se coloca como preponderante, pois é nesse registro que o trabalho terapêutico se desenvolve. Michel Henry (1922-2002), filósofo
e romancista francês, desenvolveu a Fenomenologia da Vida, na qual é revelada o papel originário dos afetos na constituição do
indivíduo, na sua relação consigo mesmo, com o outro e com o mundo. O objetivo deste trabalho é discutir a intersubjetividade
dentro dos pressupostos teóricos da Fenomenologia da Vida de Michel Henry, tendo em vista o que este conhecimento contribui
para a compreensão deste conceito relevante para a clínica psicológica.
Palavras-chave: Michel Henry; Intersubjetividade; Afetividade; Relação terapêutica
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Resumo: Este trabalho desenvolve reflexões sobre formação do psicólogo clínico na perspectiva fenomenológico-existencial, numa época em que a técnica prevalece, inclusive no campo da psicologia clínica. Tomando como referência a... more
Resumo: Este trabalho desenvolve reflexões sobre formação do psicólogo clínico na perspectiva fenomenológico-existencial,
numa época em que a técnica prevalece, inclusive no campo da psicologia clínica. Tomando como referência a fenomenologia
hermenêutica heideggeriana, reflete-se sobre os desafios que perpassam as práticas clínicas ao longo da formação de aprendizes
de psicoterapeutas, ao lidarem com demandas de respostas imediatas e eficientes que frequentemente são dirigidas à clínica. No
sentido oposto ao cenário cientificista que sustenta a psicologia, a perspectiva adotada neste trabalho aponta para uma atitude
fenomenológica, a qual vai de encontro à atitude natural, valorizando, assim, a idéia de um Dasein que existe num horizonte de
abertura de sentidos e sobre o qual não caberia qualquer determinação. Algumas ideias heideggerianas como Dasein, ser-com,
técnica e pensamento meditante nortearão as reflexões. Finaliza-se sugerindo que o âmbito da formação constitua um espaço no
qual o pensamento que medita possa ser exercitado como uma das possibilidades para se desenvolver uma atitude fenomenológica.
Palavras-chave: Heidegger e psicologia; Formação clínica; Pensamento meditante e clínica; Clínica fenomenológica e Técnica.
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Resumo: O objetivo deste trabalho é apresentar um panorama das pesquisas nacionais sobre depressão na perspectiva fenomenológica. Realizou-se uma pesquisa nas bases de dados virtuais e abertas SciELO (Scientific Eletronic Library Online),... more
Resumo: O objetivo deste trabalho é apresentar um panorama das pesquisas nacionais sobre depressão na perspectiva fenomenológica.
Realizou-se uma pesquisa nas bases de dados virtuais e abertas SciELO (Scientific Eletronic Library Online), PePSIC
(Periódicos Eletrônicos em Psicologia) e LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), sendo selecionados
e analisados vinte e um artigos, no período de 1981 a 2013. Verificou-se que o assunto é pouco explorado em relação
à perspectiva fenomenológica, embora a mesma tenha uma tradição no estudo dos fenômenos psicopatológicos. Além disso, os
teóricos clássicos da abordagem são pouco citados nos estudos. Tanto as pesquisas teóricas quanto as empíricas trazem uma diversidade
de temas em relação ao transtorno, com destaque para a depressão em idosos. Sugere-se a realização de novas pesquisas
e reflexões teóricas que possam dar conta da alta incidência do quadro na população em geral.
Palavras-chave: Depressão; Fenomenologia; Produção acadêmica.
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Resumo: Inspirado pelas ideias pedagógicas de Carl Rogers acerca da Aprendizagem Significativa, este estudo pretende descrever uma forma avaliativa diferenciada para os estudantes de graduação de Psicologia quando estes estão cursando... more
Resumo: Inspirado pelas ideias pedagógicas de Carl Rogers acerca da Aprendizagem Significativa, este estudo pretende descrever
uma forma avaliativa diferenciada para os estudantes de graduação de Psicologia quando estes estão cursando disciplinas
que versam sobre as psicologias existenciais-humanistas. Este tipo de avaliação foi chamado de Ensaio Vivencial e consiste
na expressão escrita do estudante onde ele articulará os conceitos e teorias das psicologias existenciais-humanistas com suas
próprias vivências pessoais. Ele é convidado a dissertar tudo que ressoou em seu ser a partir dos conhecimentos advindos daquelas
psicologias. O presente estudo pretende assim mostrar a potencialidade do Ensaio Vivencial, como forma ímpar do estudante
vislumbrar seu processo de aprendizagem do arcabouço teórico das psicologias existenciais-humanistas, tendo como fio
condutor as próprias vivências. O feitio do Ensaio Vivencial pelo estudante é, sobretudo, um modo de aproximá-lo de si mesmo,
refletindo e constituindo uma Unidade de Sentido às suas experiências a partir e com o suporte conceitual das psicologias
existenciais-humanistas.
Palavras-chave: Aprendizagem significativa; Vivência; Avaliação; Ensaio escrito; Unidade de sentido.
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Resumo: A morte em decorrência de câncer infantil reflete um desfecho precoce da vida podendo provocar forte repercussão na existência da mãe, figura que, comumente, assume a maior parte das responsabilidades durante o adoecimento do... more
Resumo: A morte em decorrência de câncer infantil reflete um desfecho precoce da vida podendo provocar forte repercussão na
existência da mãe, figura que, comumente, assume a maior parte das responsabilidades durante o adoecimento do filho. Reconhecendo
a relevância do tema, nesta pesquisa busca-se compreender a experiência de uma mãe que vivenciou a perda de um
filho em decorrência de câncer infantil. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, fenomenológica, que tem como método a “narrativa”,
obtida a partir de entrevista semiestruturada. A pesquisa, configurada como estudo de caso, contou com a participação de
uma mãe e foi desenvolvida numa organização não governamental de apoio à criança com câncer, localizada na cidade do Natal-
RN. A proposta de análise tem por fundamento a hermenêutica heideggeriana. Desvelaram-se três eixos temáticos: história
prévia, adoecimento infantil e suas repercussões; a rede de apoio e o cuidado; a perda e o depois: enfrentamento e significação.
Conclui-se que a experiência do câncer infantil é capaz de aproximar cada mãe da ontológica sensação de desamparo humano,
mobilizando mudanças, e que a garantia do cuidado, durante o processo de adoecimento e perda do filho, favorece uma vivência
autêntica do luto e a abertura de novas possibilidades em suas vidas.
Palavras-chave: Câncer infantil; Morte; Luto materno; Fenomenologia; Analítica existencial.
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O ano de 2013 é um ano rico de celebrações. Um representativo número de obras e de personagens completa aniversário neste ano. Comemoramos o centenário da Psicopatologia Geral de Karl Jaspers que, ao lado dos 80 anos da publicação do Le... more
O ano de 2013 é um ano rico de celebrações. Um representativo
número de obras e de personagens completa
aniversário neste ano. Comemoramos o centenário da
Psicopatologia Geral de Karl Jaspers que, ao lado dos 80
anos da publicação do Le Temps Vécu. Études phénoménologiques
et psychopathologiques (publicado em 1933), de
Eugène Minkowski, representam boa parte da moderna
tradição psicopatológica. Igualmente a vertente existencialista
comemora os 70 anos do Ser e Nada de Jean-Paul
Sartre (publicado em 1943), e os 90 anos do Eu e Tu, de
Martin Buber (publicado em 1923). Comemora-se, ainda,
o centenário de nascimento de Paul Ricoeur (1913-2005).
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Resumo: O presente texto parte da situação do homem na contemporaneidade. Trata-se da situação de uma passagem crítica. Crise, porém, é risco e oportunidade. O risco está na desolação decorrente do esquecimento do Ser. A oportunidade... more
Resumo: O presente texto parte da situação do homem na contemporaneidade. Trata-se da situação de uma passagem crítica.
Crise, porém, é risco e oportunidade. O risco está na desolação decorrente do esquecimento do Ser. A oportunidade (kairós) está
no apelo do porvir que atinge o homem, isto é, o apelo de fundar uma abertura, um espaço-de-liberdade, que deixa ser o Ser. É a
oportunidade de uma transformação radical do homem: de sujeito, senhor do ente, caracterizado pela sua autonomia ou vontade-
-para-o-poder, para a presença (Dasein), em que o homem encontra a sua humanidade sendo o pastor (cuidador) do Ser. O artigo
caminha abrindo uma via de reflexão percorrendo com Heidegger essa passagem do sujeito para a presença; depois, tematiza o
sentido ontológico da existência, enquanto liberdade, enquanto exposição ao ente na totalidade e insistência na abertura do Ser.
Por fim, busca evidenciar o cuidado, dinâmica fundamental da existência, como transitividade, ou seja, como fundação do “aí”:
da abertura do ente como tal e no seu todo.
Palavras-chave: sujeito, presença, existência, liberdade, cuidado, ente, Ser.
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O presente trabalho tem como campo de investigação experiências clínicas da pesquisadora como acompanhante terapêutica (AT). Pela apresentação destas, busca descrever o fenômeno da empatia ou sentir com (Einfühlung) experiência de... more
O presente trabalho tem como campo de investigação experiências clínicas da
pesquisadora como acompanhante terapêutica (AT). Pela apresentação destas, busca
descrever o fenômeno da empatia ou sentir com (Einfühlung) experiência de vivenciar
o outro. Aquilo que inicialmente aparece na reflexão clínica como contratransferência
ou identificação projetiva conceitos da psicanálise começa a ganhar contornos
distintos e exigir uma nova compreensão para aquilo que se apresenta como base para
Acontecimentos terapêuticos. Tais Acontecimentos fundam possibilidades de ser e
constituem pessoa e comunicação, gerados numa relação cuja base é a empatia. Assim,
esse percurso clínico e investigativo caminha para a apropriação de fundamentos
éticos revelados pelas experiências empáticas. O método utilizado neste trabalho é a
hermenêutica e o referencial teórico clínico é a psicanálise, onde a faculdade de sentir
com aparece originariamente na obra de Ferenczi, ganha corpo na obra de Winnicott
e aparece como ética na obra de Gilberto Safra. Além da psicanálise, há o diálogo
com as formulações de Edith Stein, cuja pesquisa fenomenológica sobre a estrutura da
pessoa humana e sobre a empatia contempla a complexidade do fenômeno estudado,
sem restringi-lo à dimensão psíquica ou física. Através da apresentação das vivências
empáticas na clínica, a pesquisadora percorre os aspectos que se mostraram mais
originários para compreensão da empatia: o corpo, a comunicação, a estética, a alma.
Por fim, busca reunir os sentidos apreendidos pela vivência e reflexão da empatia em
duas experiências fundamentais: experiência de mutualidade e de solitude. Assim, a
investigação dos fundamentos da experiência de sentir com acaba por revelar aspectos
fundamentais do encontro terapêutico e possibilita a apropriação de uma ética clínica
ao acompanhamento terapêutico (AT). A posição de acompanhante é condição para a
empatia, que por sua vez é condição para a ética clínica geral. Dessa forma, o AT revelase
como base para clínica do Acontecimento.
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Este trabalho faz uma revisão das principais teorias em psicanálise, fenomenologia, e neurociência na tentativa desenvolver um conceito integral de empatia. Em Freud empatia depende da identificação e dos laços emocionais que decorrem da... more
Este trabalho faz uma revisão das principais teorias em psicanálise, fenomenologia,
e neurociência na tentativa desenvolver um conceito integral de empatia. Em Freud
empatia depende da identificação e dos laços emocionais que decorrem da pulsão de
vida; em Klein se apresenta como identificação projetiva benéfica; em Bion relaciona-se
aos vínculos (L, K, H), o Outro é transcendência (O); em Winnicott traduz-se em holding
e propicia o surgimento do verdadeiro self; na neurociência cognitiva depende de
inferências cognitivas (teorias sobre teoria da mente), e de imitação implícita (Gallese);
na neuropsicologia da emoção depende de um componente emocional básico, ou das
emoções primárias; na neuropsicanálise relaciona-se com a maturação do hemisfério
direito (Allan Shore) e à identificação projetiva; na fenomenologia de Husserl empatia
está relacionada à intersubjetividade (o outro é outro eu); em Heidegger é a própria
abertura do ser-aí, ou compreensão; Lévinas o rosto significa outramente, pressupõe a
relação de responsabilidade e a superação do Mesmo. Relaciona-se ainda com bondade
e amor. Pautados nos conceitos destes autores, consideramos que a empatia pertence
a duas qualidades de experiência: (1) contágio emocional ou ressonância de afeto pela
qual o eu-outro perdem suas fronteiras definidas; que não acompanha a ideia do Outro
como alteridade (emoções primárias, comunicação inconsciente de afeto, identificação
projetiva, compreensão originária do ser-no-mundo) e, (2) identificação que decorre
da imagem/representação do corpo por espelhamento e mimetismo. Nosso conceito
integral, portanto, considera o psiquismo como uma estrutura psíquica enquadrante
(Green) e vazia a ser preenchida pelo cuidado e bons objetos primordiais. A empatia ou
comunhão afetiva decorre da preconcepção (Bion) ou de uma abertura originária do ser,
de caráter inato e filogenético, de responsabilidade para com o outro como outro eu, que
é, também, diferente. Em termos neuroanatomofuncionais se identificam dois sistemas
sobrepostos que tem seus epicentros no hemisfério direito sendo o primeiro epicentro
o córtex órbitofrontal (relacionado ao sentimento de si mesmo); e, o segundo, a área
somatosensorial (formador da autoimagem) e suas aferencias-eferências, provindos de
áreas motoras e de linguagem (Broca). A empatia (do grego empatheia) pode ser descrita,
portanto como duas formas básicas de funcionamento, que nos remete à sua relação léxica
com a palavra grega sympátheia como fator unificador (Plotino). As traduções adequadas
a ambos os termos seria sentir-com (Mitfühlung) e sentir-dentro (Einfühlung).
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Resumo: O objetivo deste artigo é discutir a experiência da disfunção erétil sob uma perspectiva fenomenológica e a linguagem estabelecida pelo corpo vivido nesta experiência. Para tanto, selecionamos entrevistas fenomenológicas... more
Resumo: O objetivo deste artigo é discutir a experiência da disfunção erétil sob uma perspectiva fenomenológica e a linguagem
estabelecida pelo corpo vivido nesta experiência. Para tanto, selecionamos entrevistas fenomenológicas realizadas e analisadas
com dois entrevistados. O método fenomenológico empregado foi a análise dos contornos diacríticos. Como contornos diacríticos,
compreende-se as enunciações produzidas pelo corpo vivido. Eles dão forma à experiência e servem como um código de acesso
à compreensão do fenômeno. Os dados obtidos por meio da análise dos contornos diacríticos permitiram explicitar a “forma”
como cada sujeito vive a experiência da disfunção erétil, sendo possível contemplar diferentes enunciações dos sujeitos, como
choros, conversas internas, risos, fungadas, dicotomias de expressões, ressonância de fonemas, fonemas repetidos, enfim, enunciações
em estado bruto que deram cor e movimento particular a cada entrevista, viabilizando a compreensão da estrutura das
suas experiências. Através delas, pudemos considerar que a dificuldade ou ausência de ereção faz parte de um campo relacional
deste sujeito, em que a coexistência da parceira é fator fundamental no que condiz à disfunção erétil.
Palavras-chave: Disfunção erétil; Contornos diacríticos; Subjetividade masculina; Fenomenologia; Merleau-Ponty.
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Resumo: A escuta clínica de mulheres que permanecem no sofrimento amoroso gerou indagações que apontavam para a singularidade da experiência em questão, considerando-se os aspectos culturais e históricos (gênero e amor-romântico) que... more
Resumo: A escuta clínica de mulheres que permanecem no sofrimento amoroso gerou indagações que apontavam para a singularidade
da experiência em questão, considerando-se os aspectos culturais e históricos (gênero e amor-romântico) que pareciam
permear tal experiência. Este trabalho objetiva compreender a experiência de sofrimento constante de mulheres na relação
amorosa. A população estudada foi composta de seis mulheres que estavam vivendo a experiência em questão. Os dados foram
colhidos através da entrevista semi-aberta. A narrativa foi o instrumento de acesso à experiência. A análise fundamentou-se no
referencial fenomenológico-existencial. De acordo com os resultados obtidos, entendemos que o sofrimento das participantes na
relação amorosa revela, sobretudo, um self ou modo de estar no mundo, de perceber-se, marcado pelo medo da solidão, do desamor,
medo de empunhar a própria vida e dar origem a um modo de viver e de amar realmente novos.
Palavras-chave: Sofrimento de mulheres; Pesquisa fenomenológica; Relação amorosa; Self.
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A consciência é o que torna o problema mente-corpo realmente intratável. Talvez seja por isso que as discussões atuais dão tão pouca atenção ou tratam o problema de forma enviesada. A recente onda de euforia reducionista produziu diversas... more
A consciência é o que torna o problema mente-corpo
realmente intratável. Talvez seja por isso que as discussões
atuais dão tão pouca atenção ou tratam o problema
de forma enviesada. A recente onda de euforia reducionista
produziu diversas análises do fenômeno mental,
assim como conceitos mentais que ensaiavam explicar
a possibilidade de algumas variações de materialismo,
identificação psicofísica ou reducionismo2.
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Encontro com Carl Rogers. O título para o livro bem que poderia ser esse, mas o escolhido foi outro, Carl Rogers no Brasil. De toda forma, as palavras são distintas, mas os sentidos são bastante similares. Os depoimentos dos participantes... more
Encontro com Carl Rogers. O título para o livro bem
que poderia ser esse, mas o escolhido foi outro, Carl
Rogers no Brasil. De toda forma, as palavras são distintas,
mas os sentidos são bastante similares. Os depoimentos
dos participantes dos Ciclos de Estudos da Pessoa,
ou workshops, realizados em Recife, São Paulo e Rio de
Janeiro, não deixam dúvidas de que a primeira visita que
o psicólogo humanista americano, Carl Ransom Rogers
(1902-1987), fez ao Brasil, em 1977, permitiu que se experimentasse
mesmo um encontro, no sentido mais genuíno
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Ao longo dos séculos, tanto descrições populares quanto análises científicas frequentemente usaram o vocabulário religioso para descrever a experiência artística. Quais seriam os motivos de transpor os termos religiosos para a linguagem... more
Ao longo dos séculos, tanto descrições populares
quanto análises científicas frequentemente usaram o vocabulário
religioso para descrever a experiência artística.
Quais seriam os motivos de transpor os termos religiosos
para a linguagem estética? Pode esta transposição ser justificada?
E se sim, como e em que medida? Essas são as
perguntas que este artigo se propõe a responder através
de um breve estudo comparativo entre arte e religião
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Resumo: O foco do artigo é a relação entre corporeidade e consciência para explicar como um ato que é pré-reflexivo e involuntário vem a se tornar reflexivo e voluntário, para se expressar posteriormente como pré-reflexivo e voluntário.... more
Resumo: O foco do artigo é a relação entre corporeidade e consciência para explicar como um ato que é pré-reflexivo e involuntário
vem a se tornar reflexivo e voluntário, para se expressar posteriormente como pré-reflexivo e voluntário. Primeiro traça um
paralelo entre psicólogos que recorreram à psicologia fenomenológica ou descritiva em experimentos sobre a consciência imediata
dos sentidos. Segundo, ressalta o corpo como referencial ao movimento e à ação na constituição da autoconsciência, indicando
divergências com teorias cognitivas e convergências com a fenomenologia existencial. Terceiro, toma-se o corpo situado
interagindo com um mundo real para demonstrar que parte da apreensão fenomenal é concreta e situada. Por isto, se diz que a
percepção é uma presentação e não necessariamente uma representação. Por fim, recorre-se a exemplos de estudos recentes em
campos como a educação física, dança e ergonomia para sugerir aplicações fenomenológicas ainda pouco exploradas: como delineamento
de layouts, planificação de ambientes e prevenção de acidentes.
Palavras-chave: Cinestesia; Consciência; Percepção de movimento; Reflexividade; Affordance.
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1. Sobre as bases dos tempos modernos, sua filosofia e ciência. O último artigo de Husserl publicado antes de sua morte chama-se “The Crisis of European Science and Transcendental Phenomenology: An Introduction to Phenomenological... more
1. Sobre as bases dos tempos modernos, sua filosofia
e ciência. O último artigo de Husserl publicado antes
de sua morte chama-se “The Crisis of European Science
and Transcendental Phenomenology: An Introduction to
Phenomenological Philosophy”2.
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